MB Way para conversão push em Portugal
MB Way em fluxos de conversão push para o mercado PT — onde acelera o depósito, onde introduz fricção, e o que medir antes de integrar. Dataset n=420K transacções, Q1 2025.
O MB Way está em cerca de 5,8 milhões de carteiras digitais activas em Portugal (dados públicos SIBS, 2024). Para qualquer campanha push que termine num fluxo de depósito ou pagamento em PT, a pergunta operacional é simples: o MB Way acelera o fluxo de conversão, ou introduz fricção que reduz o CR ao dia 7?
A resposta correcta é “depende do ponto do funil onde está”. Deixa-me mostrar-te os números.
O que o dataset cobre
Q1 2025, n=420K transacções iniciadas a partir de tráfego push em landing pages de operadores PT licenciados. Cinco categorias verticais: iGaming SRIJ, geração de leads financeiros (operadores PT licenciados pela CMVM), subscrições de serviço digital, eCommerce de retalho local, e doações associativas. Quatro métodos de pagamento medidos em paralelo: MB Way, cartão Visa/MC, transferência SEPA instantânea, débito directo MB.
A mediana de tempo entre o clique no push e a confirmação de pagamento, por método e por vertical:
- iGaming SRIJ — MB Way: 6,4 minutos. Cartão Visa/MC: 11,8 minutos. SEPA instantânea: 18,2 minutos.
- Geração de leads financeiros — MB Way: 4,1 minutos (não há transacção monetária; é confirmação de identidade contra a Autoridade Tributária via SIBS). SEPA: não aplicável a este fluxo.
- Subscrições digitais — MB Way: 2,8 minutos. Cartão: 4,2 minutos.
- eCommerce retalho — MB Way: 3,4 minutos. Cartão: 5,1 minutos. MB: 6,8 minutos.
- Doações associativas — MB Way: 1,9 minutos. MB: 4,2 minutos.
O MB Way é, em média, 1,4–2,9x mais rápido a fechar a transacção do que o cartão tradicional. Em iGaming, onde o ticket médio é mais alto e o KYC corre em paralelo, a vantagem é menor mas ainda existe.
Onde o MB Way acelera o CR push
Três cenários onde o MB Way move o CR ao dia 7 para cima em comparação com o fluxo só-cartão:
Cenário 1 — micro-pagamentos abaixo de €15. Subscrições, doações, eCommerce de baixo ticket. O MB Way fecha a transacção em menos de 4 minutos contra cerca de 6 minutos do cartão. A janela de atenção do utilizador push é curta — toda a fricção poupada conta. CR ao dia 7 em micro-pagamentos no meu dataset: MB Way 2,4–3,6%, cartão 1,8–2,8%. Lift relativo de +28% a +33%. Significância: p=0,02, n=128.000 conversões.
Cenário 2 — segundas e terceiras transacções no mesmo operador. O utilizador que já fez um pagamento MB Way contra a tua marca completa a segunda transacção em 1,2–2,1 minutos. O re-engagement push contra cohort MB Way no meu dataset converteu a 4,8–7,2% ao dia 7. Contra cohort cartão, 3,1–5,4%. A diferença vem da fricção zero da reautenticação biométrica MB Way.
Cenário 3 — depósitos de baixo valor em iGaming. Sob €25, onde o utilizador testa a plataforma antes de comprometer. O MB Way reduz o atrito do primeiro depósito a um nível que o cartão não consegue tocar. CR ao dia 7 em primeiro depósito sub-€25: MB Way 1,1–1,8%, cartão 0,6–1,1%. Lift relativo +60% a +75%.
Onde introduz fricção
Duas situações onde o MB Way piora o CR comparado com o cartão.
Situação 1 — depósitos acima de €200. O limite de transacção MB Way por operação está em €750 (utilizadores não-empresariais), mas a maior parte dos utilizadores não tem essa configuração activa. O default é mais baixo, e o utilizador que quer depositar €300+ acaba a alternar para cartão. O abandono entre clique no botão MB Way e conclusão da transacção em depósitos sobre €200 correu 38% no meu dataset, contra 14% no cartão.
Situação 2 — fluxos de KYC ainda incompletos. Em iGaming SRIJ, o MB Way está atado à validação de identidade do utilizador. Se o KYC do operador ainda não fechou, o MB Way recusa a transacção mesmo que o utilizador queira pagar. O resultado é fricção visível para o utilizador — vê o erro de pagamento, perde confiança no operador. Em cohorts onde o MB Way disparou erro antes do depósito, a taxa de retorno a 7 dias caiu 47% (n=8.200, Q1 2025).
O que isto significa para o criativo push
Três recomendações operacionais que extraio do dataset.
A primeira é segmentar o criativo push por intenção de ticket. Para micro-pagamentos e re-engagement, o gancho “Paga em segundos com MB Way” supera “Paga com cartão” por margens estatisticamente significativas. Para depósitos altos em iGaming, o criativo deve ofertar cartão como primário e MB Way como secundário — o oposto.
A segunda é não introduzir MB Way no fluxo de pagamento sem o KYC ter fechado. Em iGaming SRIJ, isto significa esperar pela validação documental antes de revelar a opção MB Way na UI. Mostrar o botão antes do KYC fechar gera erros que destroem a confiança.
A terceira é medir o time-to-payment como métrica primária em paralelo com o CR. Em micro-pagamentos sub-€15, o time-to-payment é o melhor preditor de CR ao dia 7 que tenho. Em depósitos altos, é menos preditivo. A relação não é linear.
Notas finais sobre integração
PropellerAds, Adsterra e RichAds não tratam de processamento de pagamento — o MB Way está sempre no lado do operador / merchant. A escolha de rede push não condiciona a escolha de método de pagamento. O que condiciona é o criativo, o KYC, e o ticket médio que estás a perseguir.
A Push Ads Network suporta integração de postback server-side para qualquer fluxo de pagamento que dispare callbacks via SIBS, Adyen, Stripe ou processador local. O mapeamento sub_id1–sub_id5 mantém-se através da transacção MB Way. Se quiseres ver o dataset completo de 420K transacções por vertical e por método, escreve-me. Trabalho com uma carteira reduzida de clientes em testes A/B push em mercados europeus.